A história de amor pelo mundo e pela estrada de quem deixou o Brasil em busca de autoconhecimento

Júlia Paniz deixou o Brasil em 2013 para mochilar pelo mundo || Créditos: Reprodução Instagram

“Muito mais do que largar tudo, para mim viajar é sobre abraçar o mundo, abrir os braços para uma nova vida, para novos momentos, para o que você não tem controle e, consequentemente, dar a oportunidade e deixar o novo entrar”. É assim que a jornalista Júlia Paniz, que deixou o Brasil para trás em 2013, um ano depois de se formar na faculdade, começa a nos contar sobre sua jornada. O sonho de aprender inglês durante um intercâmbio de seis meses na Irlanda se transformou em quatro anos na Ilha Esmeralda. E ali começava uma história de amor com o mundo e com a estrada.

Depois de quatro anos na Irlanda sentiu que era hora de partir novamente, existia muito mais para ver e explorar, decidiu então viver a famosa viagem de passagem só de ida e mochilar sozinha pela Ásia. “Eu já não me encaixava no lugar onde estava e a conexão que criei com a estrada só me fazia ter certeza de que era hora de ir de encontro ao, até então, inexplorado.”, conta. De mochila nas costas e câmera fotográfica na mão, Júlia passou seis meses explorando o continente, passando pela Índia, Nepal, Malásia, Indonésia, Mianmar, Vietnam, Camboja e Tailândia. Oito novos países somados aos 25 desbravados no tempo em que passou na Europa.

Mas para quem acha que desbravar o mundo são só flores e belas paisagens, a jornalista tem uma outra realidade: “O mundo é sim lindo e encantador, mas sou a favor de mostrar a realidade de tudo que existe por aí e de tudo que um mochileiro se submete a passar ao decidir sair da zona de conforto, colocar uma mochila de expectativas e sonhos nas costas e partir. Entre os maiores desafios estão, por viajar sozinha, a solidão, mesmo estando rodeada de novas amizades e de lugares incríveis”, conta ela, que mostra toda sua jornada em seu perfil do Instagram. Mas o grande aprendizado, lembra, é lidar com isso e aprender a aproveitar sua própria companhia. Sobre ser mulher viajante, ressalta, existem alguns desafios, mas existem também vários paradigmas a serem quebrados: “Não podemos deixar o medo ser maior do que a vontade de conhecer o mundo, pelo fato de sermos mulheres. Ter a mente aberta para outras culturas e aceitar que a nossa verdade nem sempre é a verdade do próximo é também um grande desafio. É importante impor respeito, mas também é preciso lembrar de respeitar”.

Para ela, a jornada é também de autoconhecimento, uma busca profunda e sem volta. “Poder colocar minha mochila nas costas e sair sem rumo, ao inesperado, me faz sentir viva”, conta. O caminho continua. O destino agora é a Austrália onde Júlia pretende aproveitar um pouco do país-continente e conhecer outros países da Oceania.  

Para encorajar outras mulheres a desbravarem o mundo, seu conselho é simples: “Pegue sua mochila e vá! Se esse é o seu sonho, encha o peito de coragem e abrace essa aventura com todo amor e carinho. Leva só um primeiro passo para começar e vai te transformar para sempre!”

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