Data inspira roteiro com atrações culturais em São Paulo

Nesta terça-feira celebra-se o Dia da Consciência Negra, data atribuída à morte de Zumbi dos Palmares, líder do maior quilombo do período colonial e figura emblemática na luta de resistência contra a escravidão no século 17.  O feriado, que entrou para o calendário em 2011, foi instituído pela lei 10639/03, que determinou a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira nas escolas. O objetivo é resgatar a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à história do Brasil.

Pegando carona na data, uma série de atividades culturais se espalham por diversas regiões de São Paulo. Elas não se limitam à terça (20) —algumas se estendem ao longo de toda a semana e, outras, até o fim do ano. Reunimos sete exposições para mergulhar na cultura negra durante o período. Confira!

Marcelo D’Salete – A História Negra em Quadrinhos

Vencedor do prêmio Eisner de melhor publicação estrangeira e do Jabuti de melhor HQ, o quadrinista paulistano Marcelo D’Salete apresenta 40 originais de duas de suas obras na mostra “Marcelo D’Salete – A História Negra em Quadrinhos”, no Museu Afro Brasil. A exposição tem abertura marcada para terça (20).

Museu Afro Brasil – Av. Pedro Álvares Cabral, s/ nº, portão 10, Parque Ibirapuera. Ter. a dom.: 10h às 17h30. Até 17/2. Livre. Abertura terça (20). Ingr.: R$ 6.

Bambas

A partir de imagens que retratam seus parentes e amigos e a relação deles com a cidade, o fotógrafo paulistano Hudson Rodrigues discute a representação do negro no Brasil.

MIS – Av. Europa, 158, Jardim Europa. Ter. a sáb.: 12h às 20h. Dom.: 11h às 19h. Até 9/12. Livre. mis-sp.org.br. GRÁTIS

Construções Afro-Atlânticas

Conhecido por articular elementos da cultura ocidental às raízes africanas brasileiras, o baiano Rubem Valentim apresenta pinturas, esculturas e murais nesta individual. Com curadoria de Fernando Oliva, a mostra reúne 92 trabalhos que traçam um panorama de sua trajetória, marcada pela abstração geométrica.

Masp – Av. Paulista, 1.578, Bela Vista. Ter.: 10h às 20h. Qua. a dom.: 10h às 18h. Até 10/3. Livre. masp.org.br. Ingr.: R$ 35.

Mãe Preta

A mostra discute, por meio de fotos, vídeos e instalações, a relação de mulheres negras com a maternidade durante a escravidão e seu legado na formação da sociedade brasileira. Vindas do acervo fotográfico do IMS e de livros de gravuras, a exposição traz obras de nomes como de Jean-Baptiste Debret, Johan Moritz Rugendas e outros artistas.

Funarte São Paulo – galeria Mario Schenberg – Al. Nothmann, 1.058, Campos Elíseos. Seg. a sex.: 11h às 19h. Sáb. e dom.: 11h às 21h. Até 25/11. Livre. GRÁTIS

 

Ocupação Ilê Ayê

Primeiro bloco de Carnaval afro-brasileiro, o Ilê Aiyê, que desfila pelas ruas de Salvador desde 1974, é tema desta edição da Ocupação do Itaú Cultural. Fotos, vídeos, documentos e registros históricos ajudam a contar a história do grupo.

Itaú Cultural – Av. Paulista, 149, Bela Vista. Ter. a sex.: 9h às 20h. Sáb. e dom.: 11h às 20h. Até 6/1. Livre. GRÁTIS

Rubem Valentim – Construção e Fé

A mostra apresenta um recorte da produção do pintor, escultor e gravador baiano Rubem Valentim, um dos expoentes do construtivismo. Os cerca de 50 trabalhos expostos lidam com questões relacionadas à cultura afro-brasileira e ao tema da negritude.

Caixa Cultural – Pça. da Sé, 111, Sé.. Ter. a dom.: 9h às 19h. Até 16/12. Livre. GRÁTIS

Mãe África: Pierre Verger e Rubem Valentim

A mostra reúne uma série de 12 fotografias produzidas nos anos 1940 e 1950 pelo parisiense radicado em Salvador Pierre Verger e pinturas, colagens e relevos criados por Rubem Valentim nas décadas de 1960 a 1980. Conhecidos como estudiosos da religiosidade negra e dos fluxos e refluxos da diáspora africana, os artistas retratam nas obras a complexidade cultural afro-brasileira.

Galeria Berenice Arvani – R. Oscar Freire, 540, Cerqueira César. Seg. a sex.: 10h às 19h30. Até 11/1. Livre. GRÁTIS

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